Ching Chang Ching – O Clássico da Pureza

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…Aqueles que aprenderam um pouco da Sabedoria Antiga conhecem a paz, a alegria, a energia que suas lições trouxeram para suas vidas.
… No Ching Chang Ching ou Clássico da Pureza, encontramos um fragmento de uma antiga Escritura, de singular beleza, onde se sente o espirito de calma e de paz, tão característico do “ensinamento original”.
No prefácio de sua tradução, o sr. Legge diz que esse tratado é atribuido a Ko Yuan ou Hsuan, um taoista da Dinastia Wu (222-227 d.C.). Conta-se que este sábio atingiu a condição de Imortal, titulo com que é geralmente designado. Representam-no executando milagres, dado também à intemperança e muito excêntrico em seus hábitos.
Tendo um dia naufragado, surgiu do fundo das águas, sem que suas vestes estivessem molhadas e andou calmamente na superficie do mar. Finalmente subiu ao Céu em pleno dia.
Tais narrativas são frequentemente contadas sobre iniciados de diferentes graus, e não são necessariamente invenções fantásticas, mas o que o próprio Ko Yuan diz nos interessará ainda mais:
“Quando alcancei o verdadeiro Tao, eu tinha recitado este Ching (Livro) dez mil vezes. Assim praticam os Espiritos Celestes, e este livro não foi comunicado aos eruditos deste mundo inferior.
Foi-me dado pelo Divino Regente do Hiva oriental; este o recebera do Divino Regente da Porta de Ouro; este último o recebera da Mãe Real do ocidente”…
…”O Grande Tao não tem paixões, mas é a grande causa das revoluções do Sol e da Lua. O Grande Tao não tem nome mas é Ele que mantém o crescimento e a conservação de todas as coisas”…
…Agora Tao aparece sob duas formas, o Puro e o Impuro, e possui as duas condições de movimento e de repouso. O Céu é puro e a Terra impura; o Céu move-se, mas a Terra está em repouso”…
…” O Radical (Pureza) desceu e o resultado se espalhou em todos os sentidos , e assim todas as coisas foram geradas”…
O Homem é considerado como uma trindade. O Taoismo reconhece nele o espirito, a mente e o corpo. Esta divisão aparece claramente no Clássico da Pureza quando diz que o homem deve libertar-se do desejo de atingir a união com o Uno:
“Ora, o espirito do homem ama a pureza, mas sua mente o perturba. A mente do homem ama a tranquilidade mas seus desejos a afastam. Se ele pudesse evitar os seus desejos, sua mente tornar-se-ia tranquila. Que sua mente fique pura, e seu espírito será puro.
Se o homem consegue afastar os seus desejos, então ao contemplar a sua mente, ela não é mais sua; ao contemplar o seu corpo, ele não é mais seu; e quando leva seu olhar para mais longe, para as coisas de fora, nada mais há de comum entre eles”.
…”Como poderá nascer algum desejo neste lugar de repouso, independente de lugar. E quando nenhum desejo mais se manifesta, nascem a calma real e o verdadeiro repouso. Esta calma real torna-se uma qualidade constante e é impassível em relação às coisas exteriores, na verdade esta qualidade real e constante mantém dominio sobre a natureza. Nesta constante tranquilidade há a constante pureza e repouso.
Quem possui esta absoluta pureza entra gradualmente na inspiração do verdadeiro Tao”…

Trechos retirados do livro A Sabedoria Antiga, de Annie W. Besant, 1897, Sociedade Teosofica.

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