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Bing Wu, o ano do Cavalo de Fogo Yang

Eis o cenário geral da energia do ano Bing Wu (2026-2027), que se prenunciou através de alterações radicais dos padrões de ocorrências naturais como secas, incêndios, inundações, tempestades, tremores de terra, erupções vulcânicas, enfim, toda a gama de eventos que no último ano já se apresentaram fora do seu contexto normal, seja em intensidade, localização ou momento.

Esta conturbação/reformulação do meio ambiente, que está mudando o planeta e denunciando a falsa “capacidade de controle” do homem sobre a natureza e a produção do seu sustento, constitui-se em um desafio inesperado (?) pelo que inevitáveis mudanças a nível pessoal e coletivo terão de possibilitar a sobrevivência de todos e diminuir o agravamento de crises e disputas.

Mas este quadro não é exclusivo ao meio ambiente, ao espaço macro…

Num nível micro, o Feng Shui da Xuang Kong Fei Xin (Estrelas Voadoras) diz que quando existe um desequilíbrio por excesso de energia Fogo no mapa energético de um imóvel, há maior risco de ocorrência de incêndio ou de inundação na construção, e/ou maior tendência a se desenvolverem dificuldades de saúde relacionadas ao excesso de “calor” (febres, inflamações, abscessos, erupções cutâneas, doenças nos olhos, intestinos, distúrbios mentais, de pressão arterial, circulatórios ou cardíacos). É claro que, para que estas manifestações ocorram, tem de existir alguma configuração energética que sirva de espoleta, como determinadas estrelas de trânsito, por exemplo.

Nesta escola de Feng Shui a estrela Nove Roxo, que é energia Fogo, tem como palácio original a direção Sul, chamada de palácio Li, “domicílio” do Fogo. A energia Fogo alimenta a energia Terra, e uma das três estrelas Terra é a estrela Cinco Amarelo (atualmente em polaridade negativa), cuja energia tem uma capacidade destrutiva bastante forte. Conhecida como “estrela do acidente”, este ano a estrela Cinco Amarelo está localizada a Sul, em Li, onde a intensidade de sua energia é alimentada. E não bastasse isso, igualmente a Sul se encontra o Tai Sui, energia itinerante que circula à volta das edificações e que pode interferir no mapa energético de forma bastante desfavorável.

Todos os distúrbios acima apresentados, direta ou indiretamente, estarão de alguma forma relacionados com a energia Fogo, e suas consequências interferem não apenas com o espaço físico do imóvel (como num incêndio, por exemplo), como com o estado emocional e até de saúde física dos seus usuários.

Como se vê, tanto a nível macro (natureza) como micro (casa), este ano estamos inseridos em um contexto energético que incentiva transformações radicais e que demanda mudanças ousadas e criativas para superar eventuais limitações. Isto requer lucidez, calma, precaução e espírito de colaboração. Mentes exaltadas, ansiedade, pressa e impulsividade apenas poderão piorar a situação e dificultar a percepção de oportunidades válidas.

Em anos como este é salutar que no palácio Central de todos os imóveis (que influencia indistintamente a todos os usuários) esteja a estrela anual Um Branco (Água em polaridade positiva). Na sua forma manifesta Água e Fogo representam forças simultaneamente opostas e colaborativas (Yin-Yang), que se controlam/ajudam mutuamente, permitindo a continuidade da vida no planeta.

A energia Água, que é risco, escuridão, profundidade abismal, também é sabedoria, criatividade, adaptabilidade e pode colaborar com o Fogo diminuindo sua exaltação e transformando-o em clareza mental, iluminação e polidez. Então, poderá haver alegria, leveza e conciliação entre eventuais opostos. A isto chamamos Aderir, que é o Hexagrama deste ano!

Maria João Bastos